Ai, Cinderela!

Sentada em um café em Curitiba com meus melhores amigos, Paulo e Jujuca, exclamávamos:


- Essa cinderela é uma vaca mesmo! Faz a gente acreditar que existe príncipe encantado, romance e final feliz. 


Eu achava bem assim mesmo. Me considerava uma mulher ultra-moderna-independente-auto-suficiente, a frente de qualquer sentimentalismo. Tinha 22 anos e desde os 19 estava sempre trabalhando em reuniões internacionais. 
Estava na metade do Mestrado que veio colado na pós que veio na cola da graduação em Relações Internacionais. Não parava nem quando ficava doente. Tinha que conquistar o mundo, ser uma mulher cada vez mais ultra-moderna-.... blá, blá, blá.


Eis que no dia 24 de maio de 2007, saio do congresso em Washington DC e vou para NYC passar dois dias off. Combino de encontrar uma amiga num café onde estava com outros amigos:


- Essa é a minha amiga Thali... esse é o Matheus que está trabalhando comigo.


Depois de algumas horas, Cinderela ria alto de seu reino encantado. Gargalhava, acredito.

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