Boston, Outubro de 2007.


Me refiro a este episódio como meu momento Bridget Jones.
Era nossa despedida. Passamos 4 dias num hotel perto da praia no começo de inverno em Boston. Uma mistura danada de sentimentos e inseguranças, pois estávamos prestes a voltar para o Brasil. Éramos namorados sem saber o destino certo um do outro. Até então, todos nossos planos tinham dado certo. Nos encontrávamos em NY, Richmond, Cambridge e até em Newark… onde desse. Mas daqui pra frente seria diferente. Dois dias depois do meu exame de Toefl eu voltaria ao Brasil e e ele também, mas meio que sem saber quando.
Foram momentos de muito amor e quase totalmente de drama, se não fosse por este episódio:
Num desses 4 dias, eu caprichei como quem não quer caprichar. Coloquei uma roupa do tipo ‘tô com calor em casa’: blusinha de cóton justa de alças finas e shorts a la cheerleader. Pensei: Vou arrasar! 
Depois de muito “charme” lá estava eu de pé na frente da cama: hora de tirar a blusa.
- Ok, vamos lá, devagar. Seja sexy! Tirando a blusa devagar e sexy! Falava comigo mesma na minha cabeça.
Já estava com a ponta da blusa lá no alto com os braços esticados: hora de puxar. Puxei. Nada. Puxei pro lado. Nada.
Comecei a sufocar com a cabeça presa dentro daquela blusinha. - Meu Deus que é isso! 
- Ai, ai. Tô presa.
- Volta, gatinha, volta! Volta com a blusa pro lugar!!
- Calma, eu vou conseguiii-ir.
Insisti mais um pouco, fazendo a coisa se transformar de sexy a cômica completamente, pois dar passos as cegas presa dentro de uma blusa é cena de filme de comédia.
Por fim me dei conta de que havia um elástico debaixo do busto, típico de ‘blusinhas de cóton’. Aquela camada extra de tecido pra não ficar muito evidente que você está sem sutiã. Aham!!! 
Voltei a blusa pro lugar e imediatamente caímos no chão de tanto rir.
Como este foi o primeiro  de uma sequência, aprendemos: Ou eu treino antes ou tira-se do local todos os objetos passíveis de tropeço, topada ou queda.

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