No dia 25 de maio de 2007 estava pensativa esperando um notebook na loja JR Electronics em New York quando meu telefone tocou. Não era do escritório, não era minha mãe, não era.
Era ele! O cara de ontem!
Será que ele tava ligando só por educação?
Desde os meus 14 anos até conhecer o Matheus fui solteira por míseros 6 meses, então não era uma expert nessa coisa de ficar. Adorava escutar as aventuras da tia Juca e da tia Birgit, como quem assiste a um filme comendo uma panela de brigadeiro. Apesar de não ser uma sex & the city girl, eu estava esperta: “Caras ficam e dificilmente ligam no dia seguinte. Se ligar, é tipo por educação.”
Atendo ou não atendo?! Cade minhas amigas pra me dizer o que fazer?! “No Brasil, cabeçona. Decida logo.”
- Alô?
- Oi, é o Matheus. Tudo bem?
- Ah, é, tudo!
- Tava querendo saber se você gostaria de encontrar comigo num lugar legal, tomar um café.
- Er, ah, hum. Sim. Eu estou numa loja, vou deixar as compras no hotel e te ligo depois.
Ai!! Aiii! E agora? Fiz certo?! Já fiz, agora pronto.
Nos encontramos no Washington Square. Sentamos e conversamos por horas enquanto escutávamos o típico jazz de lá. Contamos com calma quem éramos, o que fazíamos, falamos rapidamente de sonhos, gargalhamos e andamos por toda a 5a Avenida de mãos dadas, confundindo-nos entre casais de verdade.
A noite, quando estava na hora de voltar pro hotel, arrumar as malas e pegar o vôo pro Brasil, concordamos:
- Que estrago esses dois dias fizeram!
E Dois Dias virou música agora. Escute aqui: www.matchmusic.com.br
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