Tô chamando isso de depressão-pós-peito-empedrado-sem-motivo-algum. Claro que eu não podia ficar sem essa. E o meu desabafo, que pode ser encarado pelas românticas de plantão como um desaforo ou uma blasfêmia, se resume a achar ser mulher too much. Demais. Não no sentido mineiro de bom. No sentido de passar da conta mesmo.
Acho lindo quem tem a proeza de encarar todas essas dificuldades da "mãe-natureza" com serenidade e diz que tudo isso é pelo privilégio de gerar uma vida. Aham. Tá.
Queria ver homem passar por isso, sabe... Engordar 13 kgs, se achar feia, não conseguir levantar da cama sozinha, ficar parecendo a Fiona enquanto seu marido não fica parecendo o Shrek. Seus hormônios parecem andar de montanha russa. E você ainda tem que se preocupar com o óleo pras estrias. Deus me livre de estrias!
Depois o corte do parto, a dor, primeiro não tem leite, depois é um derramamento só e você fica com um perfume natural de coalhada all the time, aí não dorme, levanta no frio de zero grau e quase congela com o peito de fora as 3 horas da manhã.
Na verdade isso tudo que a gente faz pro bebê se compensa com os sorrisos. E a Mel não economiza nesse quesito. Tenho sorte, I know. E é tanto amor que você não liga de fazer. Esse clichê tá certo.
O duro, e aqui é o centro do meu desabafo, são todas as outras funções adjacentes, como "ficar linda" mesmo tendo dormido no máximo 3 horas de sono pesado. É ser unicamente responsável por tanta coisa e ainda ter que se preocupar com depilação, mercado, contas e mais contas, voltar a trabalhar, sua carreira, carreira do marido... e sempre achar tudo ótimo e ter bom humor porque senão você é uma chata.
Tô tirando meu chapéu pra quem acha que ser mulher hoje em dia é fácil.
"Amélia que era feliz e não sabia."
Mas, calma. Não precisa achar que eu estou deprê. Tô nada! Esse é o momento mais feliz da minha vida. Foi só mais um "piripaque" básico. E já passou.


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