... um ano depois...

Sabe quando você se matricula na academia, escolhe aquele plano de 6 meses porque está crente que "dessa vez vai", se anima, conta pra todo mundo, posta foto, posta #partiuacademia e depois de duas semana você não passa nem na rua da academia mais?
Pois é. Sou eu com esse blog.
A verdade é que andei dando um google em alguém - ação básica na contratação de uma nova pessoa pra equipe - e resolvi dar um pesquisa em mim mesma. Coisa besta, eu sei.
E lá estava eu. Quer dizer, este blog que em tantos posts morri de amores e jurei compromisso eterno.

Entrei, li o último post e, que coisa! Não foi tão ruim assim. Claro, falhei na promessa de continuar a escrever, mas analisando este quase 1 ano, posso dizer que cumpri a promessa de ser mais leve. Segui o pedido da Mel e me esforcei pra assumir o controle da minha felicidade.

Fazendo um pequeno flashback, por aqui mesmo, no post I am what I do, descobri o quanto amadureci. Vou explicar aqui pra você, filha:

Eu sempre fui daquelas pessoas exatamente como descreve o astrólogo sobre Leão. Quer ser líder, quer dominar, quer estar no centro, quer ser amada, quer ser aplaudida de pé pelos líderes dos principais países do mundo inteiro... Aí por causa dessa característica eu buscava o que? Sim, ser líder, ser amada, ser muito necessária, brilhar em todos os sentidos, e tal.
Até certo ponto eu acho que dá pra ser assim. Mas depois que você tem filhos, a coisa muda. Você me ensinou isso. Claro que não é fácil até assimilar e colocar a coisa toda em prática, mas é incrível como aos poucos a ficha vai caindo.

Talvez ter chegado aos 30 anos tenha ajudado nesse processo.

Qual processo? O da verdade. O da liberdade.

Quando você me disse tão pequena, com apenas dois anos que era pra eu "ficar feliz" o processo começou. To make a long story short, vou resumir:

Sabe toda aquela coisa de ser melhor em tudo? Pois é, filha. Não dá.
E sabe o que mais? Não tem problema! Sim! Não tem pro-ble-ma!

O importante mesmo é dar o seu melhor em tudo e saber equilibrar o tempo sem neura, sem peso na consciência. 

ANTES: Meu Deus! tenho que ser a mãe perfeita, a esposa dedicada que continua cozinhando, a mulher magra-saudável, a executiva mais reconhecida no mercado. 
- Minha filha tá doente, vou ficar trabalhando de casa: Oh, sou uma péssima executiva.
- Tenho viagem de trabalho, vou ficar longe da filha: Oh, sou uma péssima mãe.
- Não tenho tempo de ir na depilação: Oh, que esposa terrível.
- Engordei 2 quilos: Oh, é o fim!

DEPOIS: O que tiver que ser é.
-  Tenho que viajar: Ok, a Mel vai entender. Essa é a mãe dela.
- Tenho que ficar em casa cuidando da Mel: Ok, alguém terá capacidade de me cobrir no trabalho.
- Não tenho tempo pra estética: Ok, apaga a luz.
- Engordei 2 quilos: Oh, isso ainda é o fim!! Old habits die hard.

Li num livro que uma amiga me emprestou e eu nunca mais devolvi (isso é desculpa pra vc vir tomar um café em casa, Lígia!)  que a mulher saiu de casa pra trabalhar, pra assumir o posto tradicional do homem, mas esqueceu de colocar alguém no lugar dela. Então, por isso, ela desempenha 725 funções.
Acho que não faz mal desempenhar todas essas funções, mas desde que saiba equilibrar.
Sim, surtar de vez em quando faz parte, ó-bvio. A rpm sempre dá uma mãozinha quando o assunto é esse.

Enfim, que post gigante. Isso é o que dá ficar 1 ano sem escrever. Pessoa se empolga. 

Não vou prometer nada nesse. Vou tentar inclusive ficar na vantagem, então: Até 2015!

Beijo. Tchau!













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