Esses dias vi um moço criticar um outro porque ele, num passado recente, coisa de um ano, atestou em uma rede social que jamais votaria em candidato X. Agora, diz que melhor ter candidato X reeleito do que o partido Y ter entrado.
Quando recebeu a crítica, logo rebateu: - e por acaso, é proibido mudar de opinião?
Tenho pensado sobre isso.
Sobre o quanto a gente vai mudando ao longa da vida. Cada fase é uma fase em que tantas certezas e medos se transformam em possibilidades e superações.
Vi também um texto sobre a beleza da incerteza. Sobre como crescemos em períodos que o conforto nos é privado.
Fiz uma prova de toefl e tive que responder se permanecer feliz e otimista frente a dificuldades era mais importante do que o sucesso. No alto dos meus 31 anos, refleti para responder. Escrevi e apaguei. Reorganizei ideias e depois do texto quase todo escrito mudei o rumo que levava a conclusão final. E pensei: aos 15, aos 20 teria escrito esse texto em 5 minutos, sem apagar nenhum caractere. Tinha tanta certeza sobre as coisas da vida. Mas a verdade era que eu mal conhecia a vida.
Esses dias vi um texto sobre a importância de nos mantermos livres de pessoas tóxicas. Identifiquei algumas que estão ao meu redor, mas principalmente parei pra pensar se 'eu' tenho sido uma pessoa tóxica. Será? Acho que sim. Mas pra mim mesma. Bom, reconhecer já é meio caminho andado, né?
Aí li um relato sobre mães que trabalham demais. Baita identificação! O fato, as vezes, não é trabalhar demais, sabe... mas é não deixar o trabalho onde ele deve ficar. É carregar o peso, a pressão o tempo todo. E tempo, quando se trabalha com 4 países diferentes não é algo muito simples de se resolver. São 22h, mas sei que devo estar recebendo entre instantes um e-mail importante de um japonês que acordou as 5h pra ir pro escritório.
Fui na terapia. Reconheci tantas coisas em apenas duas sessões. E acho bom fazer terapia no final do ano. Dá uma sensação de que tem um "universitário" te ajudando na lista de ano novo.
Aos poucos, com a sabedoria para controlar os impulsos e a ansiedade, tenho pensado e planejado os próximos anos da minha vida. Pela primeira vez, o plano é não ter muito plano. O plano é ser leve. O plano é parar, respirar e viver. Será que é possível, um resquício ambicioso de mim de 20 e poucos anos me pergunta no canto do ouvido. Respondo: Não sei. E estou achando o maior barato não saber, soltar a rédea um pouco, procurar ser feliz com o que Deus manda. Agora o plano mesmo é me manter assim com essa mente-zen por mais de 10 minutos!
É um exercício mesmo. Tipo um alongamento, né. Você senta, estica as pernas, e num dia, alcança as palmas das mãos somente nos joelhos, segue praticando e quando menos espera consegue finalmente segurar os pés. Tenho mudado constantemente. Quero alcançar meus pés e vê-los mais vezes um pouco mais longe do chão.
Quando recebeu a crítica, logo rebateu: - e por acaso, é proibido mudar de opinião?
Tenho pensado sobre isso.
Sobre o quanto a gente vai mudando ao longa da vida. Cada fase é uma fase em que tantas certezas e medos se transformam em possibilidades e superações.
Vi também um texto sobre a beleza da incerteza. Sobre como crescemos em períodos que o conforto nos é privado.
Fiz uma prova de toefl e tive que responder se permanecer feliz e otimista frente a dificuldades era mais importante do que o sucesso. No alto dos meus 31 anos, refleti para responder. Escrevi e apaguei. Reorganizei ideias e depois do texto quase todo escrito mudei o rumo que levava a conclusão final. E pensei: aos 15, aos 20 teria escrito esse texto em 5 minutos, sem apagar nenhum caractere. Tinha tanta certeza sobre as coisas da vida. Mas a verdade era que eu mal conhecia a vida.
Esses dias vi um texto sobre a importância de nos mantermos livres de pessoas tóxicas. Identifiquei algumas que estão ao meu redor, mas principalmente parei pra pensar se 'eu' tenho sido uma pessoa tóxica. Será? Acho que sim. Mas pra mim mesma. Bom, reconhecer já é meio caminho andado, né?
Aí li um relato sobre mães que trabalham demais. Baita identificação! O fato, as vezes, não é trabalhar demais, sabe... mas é não deixar o trabalho onde ele deve ficar. É carregar o peso, a pressão o tempo todo. E tempo, quando se trabalha com 4 países diferentes não é algo muito simples de se resolver. São 22h, mas sei que devo estar recebendo entre instantes um e-mail importante de um japonês que acordou as 5h pra ir pro escritório.
Fui na terapia. Reconheci tantas coisas em apenas duas sessões. E acho bom fazer terapia no final do ano. Dá uma sensação de que tem um "universitário" te ajudando na lista de ano novo.
Aos poucos, com a sabedoria para controlar os impulsos e a ansiedade, tenho pensado e planejado os próximos anos da minha vida. Pela primeira vez, o plano é não ter muito plano. O plano é ser leve. O plano é parar, respirar e viver. Será que é possível, um resquício ambicioso de mim de 20 e poucos anos me pergunta no canto do ouvido. Respondo: Não sei. E estou achando o maior barato não saber, soltar a rédea um pouco, procurar ser feliz com o que Deus manda. Agora o plano mesmo é me manter assim com essa mente-zen por mais de 10 minutos!
É um exercício mesmo. Tipo um alongamento, né. Você senta, estica as pernas, e num dia, alcança as palmas das mãos somente nos joelhos, segue praticando e quando menos espera consegue finalmente segurar os pés. Tenho mudado constantemente. Quero alcançar meus pés e vê-los mais vezes um pouco mais longe do chão.

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